Quem, onde e quando?
Eu andava - ou ando - numa dessas fases em que ficamos filosofando sobre a vida, procurando respostas e fazendo perguntas pra tudo. Tentando entender a própria existência humana e a minha também. Entrei numa neura de que precisava me definir - será crise existencial? Não tenho chegado a nenhuma conclusão ou pelo menos a nenhuma resposta efetivamente conclusiva. Talvez eu seja mais subjetiva que direta. Mais morango com leite-moça que leite com achocolatado. Mais moleca que adulta. Mais azul que cor de rosa. Mais instável, mais moda, mais mutante. Na faculdade eu aprendi que planos devem ser alterados sempre que necessário e portanto novas estratégias serão traçadas. Compreendi que essa é a explicação pela qual não consigo uma "auto-definição". Ora.... pensem comigo: se eu dormir mal, vou amanhecer de mau-humor; assim, os planos de hoje poderão mudar amanhã. A previsão do tempo erra; e muitas vezes eu senti frio e outras vezes muito calor... culpa do fato de eu ter acreditado na previsão. Mas vejam só: era só uma previsão, e previsão é previsão. Eu nasci morena, mas pode ser que eu decida ficar ruiva, ou loira ou pintar o cabelo de azul. Isso também é mudar. E se meu cabelo for azul, provavelmente eu terei que mudar de profissão. Ou será que não?? Isso é normal??! Eu sei lá... e aposto que você também não saiba me explicar. Não estou com isso querendo dizer que cai de pára-quedas no mundo. Sem saber nada da vida e o que faço com ela; mas sim.... que se eu ficar procurando entender se foi o ovo ou a galinha que primeiro veio ao mundo, pode ser que eu deixe de ver o céu azul e brilhante rindo pra mim em um dia que poderá ser muito especial!!! Mas e se chover?? Huum... outra pergunta... se chover, é melhor aproveitar. Afinal o dia seguinte pode ser de calor intenso.
Então, sem definições, sem planos de longos prazos, sem grandes explicações. Um dia por vez! Sem esquecer que poderá ser o último... poderá ser o último amor, o último banho de chuva, o último céu de brigadeiro e o último primeiro encontro com um riso na porta...
Melhor então... VIVER. MUITO. INTENSAMENTE. TODOS OS DIAS, DE SOL OU DE CHUVA!
Então, sem definições, sem planos de longos prazos, sem grandes explicações. Um dia por vez! Sem esquecer que poderá ser o último... poderá ser o último amor, o último banho de chuva, o último céu de brigadeiro e o último primeiro encontro com um riso na porta...
Melhor então... VIVER. MUITO. INTENSAMENTE. TODOS OS DIAS, DE SOL OU DE CHUVA!
